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Há dias em que me sinto velho. Em conversa com colegas mais novos faço referencia a bandas de música portuguesa dos 80’s, filmes e músicas que marcaram a minha geração, livros e revistas incontornáveis, bebidas e roupas da moda (faz sentido falar em geração quando as diferenças de idade não chegam a 10 anos?) e os gajos encolhem os ombros na mais surpreendente ignorância! Mas isto mudou assim tanto em tão pouco tempo??…

Eu sei que o saudosismo dos 80’s em exagero até mete nojo. Não sou daqueles gajos que continuam a comprar o Blitz às terças, a defender que os Cure e os Smith “é que eram do carago!” e que o Batô terá sempre a melhor música do Porto. Não há pachorra para esses velhos do Restelo que cristalizaram há duas décadas. Há que evoluir, sem esquecer as referências, até porque, como bem sabemos, muitas músicas e lugares nos 80’s só foram especiais porque nós as tornamos especiais.

Portanto, se não se lembram de coisas como:

– O Jornal Sete
– Sunday Bloddy Sunday dos U2
– Calças dobradas acima do tornozelo
– Tequilha BumBum
– Remendos “FILA” nas calças de ganga
– Ler o “Pregão da Semana” no Blitz às terças
– Ter que pertencer aos betos, punks, rockabilly, psicos, skins, surfistas ou outra tribo qualquer
– Beber traçados nas tascas
– Esperar 10 minutos para o JetSet Willy entrar num ZX Spectrum
– Levar faltas a vermelho
– Ler em voz alta o auto da barca do Inferno de Gil Vicente nas aulas de português
– Usar Bel-hair no cabelo durante 5 dias seguidos
– 1500 paus bem espremidos davam uma boa noite de copos
– Pixies, Ramones, Exploited, Sex Pistols, Pogues, Dead Kennedys e Toy Dolls e outros que se
dançavam igualmente à biqueirada mas com uma mão no bolso
– Falsificar a assinatura dos postais para o Encarregado de Educação
– Esperar pela “abertura da pista” nas discos
– Comprar discos em vinil, fazer cópias em cassetes

É provável que afinal tenha mesmo mudado muita coisa em tão pouco tempo…
Enfim…nostalgias à parte, finalizo com um flasback literário dos 80’s – a revista K. A sua fugaz aparição no mercado criou uma legião de fans e tornou-se uma obra de culto ainda hoje venerada. Felizmente, um iluminado resolveu “repiscar” alguns dos artigos que nos faziam correr para as bancas no início do mês e apresentá-los em formato de blog. O respectivo link está na coluna da esquerda. Sirvam-se.

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